Argentina perde 31 mil empresas e 245 mil empregos formais durante o governo Milei

MUNDO | Levantamentos mostram redução no número de empresas e postos de trabalho privados desde novembro de 2023. No mesmo período, a inflação caiu e a economia voltou a crescer.

Argentina perde 31 mil empresas e 245 mil empregos formais durante o governo Milei
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A economia argentina vem passando por mudanças importantes desde a chegada de Javier Milei à Presidência.
Um levantamento da Fundar aponta que, entre novembro de 2023 e junho de 2026, houve uma redução líquida de 31.342 empresas com trabalhadores registrados no país.
No mesmo período, segundo dados analisados pelo Centro de Economía Política Argentina (CEPA), foram perdidos 245.664 empregos privados formais.
Os números chamam atenção, mas fazem parte de um cenário econômico mais amplo.

| Menos empresas e empregos formais
A redução de 31 mil empresas não significa necessariamente que todas tenham simplesmente fechado as portas. O levantamento considera a diferença entre empresas que deixaram de aparecer no registro e aquelas que foram abertas no período.
No mercado de trabalho, a redução chegou a quase 246 mil empregos privados registrados.
Ao mesmo tempo, houve crescimento de outras formas de trabalho. O CEPA registrou mais de 169 mil novas inscrições no regime de monotributo, utilizado principalmente por trabalhadores independentes e pequenos empreendedores.

| A inflação caiu
Enquanto empresas e empregos formais diminuíram, outro indicador apresentou uma mudança bastante expressiva.
A inflação argentina, que havia alcançado níveis extremamente elevados, caiu de forma significativa desde 2024.
Em agosto de 2026, a inflação acumulada em 12 meses estava em aproximadamente 33,5%.
Ainda é um índice elevado, mas muito abaixo dos níveis registrados no início do atual processo de ajuste econômico.

| A economia voltou a crescer
Outro dado importante é o comportamento do Produto Interno Bruto.
Depois de uma retração em 2024, a economia argentina registrou crescimento de 4,4% em 2025.
Isso significa que os indicadores econômicos apresentam movimentos diferentes.
Enquanto a inflação caiu e a atividade econômica voltou a crescer, o número de empresas com trabalhadores registrados e os empregos privados formais diminuíram.

| O que acontece daqui para frente?
É justamente essa combinação que torna o cenário argentino interessante para acompanhamento.
A questão agora é saber se a recuperação econômica conseguirá, nos próximos anos, se transformar também em mais empresas, investimentos e empregos formais.
Os próximos dados poderão mostrar se a redução observada no mercado de trabalho foi parte de um período de ajuste ou se representa uma mudança mais duradoura.
Por enquanto, os números mostram uma Argentina em transformação.

| OS PRINCIPAIS NÚMEROS
Novembro de 2023 a junho de 2026
• 31.342 — redução líquida de empresas com trabalhadores registrados
• 245.664 — empregos privados formais a menos
• 169.026 — novas inscrições no regime de monotributo
• 4,4% — crescimento do PIB em 2025
• 33,5% — inflação acumulada em 12 meses em agosto de 2026

Fontes: Fundar, CEPA e dados oficiais da Argentina.
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