Varejo farmacêutico movimenta R$ 130,2 bilhões no primeiro semestre de 2026

ECONOMIA - Setor registra crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025 e comercializa 4,3 bilhões de unidades entre janeiro e junho

Varejo farmacêutico movimenta R$ 130,2 bilhões no primeiro semestre de 2026
Imagem - CanvaPRO

| Por Aroni Fagundes | Candeias News ▶ play


O varejo farmacêutico brasileiro movimentou R$ 130,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando crescimento de 10,1% na comparação com os seis primeiros meses de 2025. Os dados são da Abafarma (Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil), com base em levantamento da IQVIA, empresa especializada em informações e análise do setor de saúde.
Entre janeiro e junho, foram comercializadas aproximadamente 4,3 bilhões de unidades de produtos no mercado farmacêutico brasileiro.

Os números mostram que o setor mantém trajetória de expansão em faturamento, embora o crescimento em valor seja significativamente superior ao avanço observado na quantidade de produtos vendidos.

| Mercado supera R$ 258 bilhões em 12 meses

Considerando o período acumulado de 12 meses encerrado em junho, o varejo farmacêutico alcançou R$ 258,3 bilhões em vendas, alta de 10,7% sobre o período anterior.
Nesse intervalo, foram comercializadas 8,6 bilhões de unidades, crescimento de 3,7%.
A diferença entre a evolução do faturamento e a quantidade de produtos vendidos ajuda a mostrar uma característica importante do mercado: o valor movimentado pelo setor cresceu em ritmo mais acelerado que o volume físico comercializado.

| Distribuição responde pela maior parcela

A distribuição teve participação de 55% do faturamento total do mercado no primeiro semestre. As vendas realizadas diretamente pelas indústrias representaram os 45% restantes.
Dentro do mercado de distribuição, foram movimentados R$ 68,8 bilhões entre janeiro e junho, alta de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As 14 empresas associadas à Abafarma citadas no levantamento movimentaram R$ 42,7 bilhões, com crescimento de 10%. Essas empresas atendem 85.352 pontos de distribuição, segundo os dados divulgados.

| Sudeste concentra maior participação

A distribuição farmacêutica apresenta forte concentração regional.
O Sudeste responde por 44,6% das vendas em valor, mantendo a liderança nacional. Na sequência aparecem:
Nordeste: 22,1%;
Sul: 15,7%;
Centro-Oeste: 11%;
Norte: 6,6%.

Os números mostram a dimensão do mercado farmacêutico nas diferentes regiões brasileiras e a importância do setor de distribuição para o abastecimento das farmácias e demais pontos de venda.

| Participação nos medicamentos genéricos

O levantamento também apresenta dados relacionados aos medicamentos genéricos.
No acumulado de 12 meses até junho, as empresas associadas à Abafarma responderam por 36,8% das vendas de medicamentos genéricos isentos de prescrição.
Entre os genéricos que exigem prescrição médica, a participação chegou a 45,3%, segundo os dados divulgados.

Crescimento do faturamento não significa aumento igual nas vendas

Os números precisam ser observados com atenção. O crescimento de 10,1% no faturamento no primeiro semestre não significa que a quantidade de medicamentos e produtos vendidos tenha aumentado na mesma proporção.
Foram 4,3 bilhões de unidades comercializadas no semestre, enquanto o crescimento acumulado em 12 meses foi de 3,7% em volume. Dessa forma, faturamento e quantidade de produtos vendidos são indicadores diferentes e devem ser analisados separadamente.

A expansão do mercado também reúne medicamentos, produtos de cuidados pessoais, higiene, beleza e outras categorias comercializadas pelo varejo farmacêutico, conforme a abrangência do levantamento.

| O que os números mostram

O primeiro semestre de 2026 confirma a dimensão econômica do varejo farmacêutico brasileiro. Com R$ 130,2 bilhões movimentados em seis meses, o setor mantém crescimento de dois dígitos em faturamento na comparação anual.
Ao mesmo tempo, a diferença entre o crescimento do valor das vendas e o avanço do volume comercializado mostra que a evolução do mercado não pode ser medida apenas pela quantidade de unidades vendidas.
Os dados da Abafarma, baseados na IQVIA, oferecem um retrato do desempenho do setor e de sua distribuição regional no país.

Fonte: Abafarma, com dados baseados em levantamento da IQVIA; informações divulgadas pela Folha de S.Paulo.
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