Febre do Nilo Ocidental avança na Europa e aumenta alerta das autoridades de saúde

SAÚDE - Casos adquiridos localmente chegam a 625 em 12 países; período de maior transmissão ocorre entre agosto e início de setembro

Febre do Nilo Ocidental avança na Europa e aumenta alerta das autoridades de saúde
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Edição por Aroni Fagundes | CANDEIAS NEWS ▶ play

EUROPA — A circulação do vírus do Nilo Ocidental voltou a aumentar a preocupação das autoridades de saúde na Europa. Segundo a atualização mais recente do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), divulgada em 21 de agosto, 625 casos humanos adquiridos localmente já haviam sido registrados em 12 países europeus durante a temporada de transmissão de 2026.

A Itália concentra o maior número de casos, com 311 registros, seguida pela Grécia, com 157, Espanha, com 63, Macedônia do Norte, com 37, Romênia, com 28, e França, com 17. Também foram identificados casos na Sérvia, Países Baixos, Albânia, Áustria, Alemanha e Kosovo.


| Transmissão continua avançando

O ECDC identificou 99 áreas afetadas pelo vírus na Europa até 21 de agosto. Somente naquela semana, 21 novas áreas passaram a registrar transmissão local.

A agência europeia alerta que a transmissão do vírus costuma atingir seu pico entre agosto e o início de setembro, período em que as condições podem favorecer a proliferação dos mosquitos transmissores.

A expansão do vírus para novas regiões também preocupa as autoridades. O cenário reforça a necessidade de ampliar a vigilância epidemiológica e as ações de controle dos mosquitos.


| Como ocorre a transmissão

O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex.

O ciclo natural do vírus ocorre principalmente entre aves e mosquitos. As aves infectadas funcionam como fonte de infecção para os mosquitos, que posteriormente podem transmitir o vírus ao picar pessoas ou outros animais.

Seres humanos e cavalos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, pois normalmente não apresentam quantidade suficiente de vírus no sangue para infectar novos mosquitos.


| Brasil também mantém vigilância

A Febre do Nilo Ocidental também é monitorada pelas autoridades sanitárias brasileiras. O Ministério da Saúde mantém ações de vigilância epidemiológica e destaca a importância da investigação de casos suspeitos.

O país soma ao menos quatro casos confirmados em 2026, com uma morte. Segundo o Ministério da Saúde, foram dois casos em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.


| Sintomas podem variar de leves a graves

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou desenvolve manifestações leves. Quando aparecem, os sinais podem incluir febre, dor de cabeça, fraqueza, mal-estar, náusea, vômitos e dores musculares.

Em uma parcela muito menor dos infectados, porém, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar manifestações graves, como meningite, encefalite e paralisia flácida aguda.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas desenvolve doença neurológica severa.


| Não há vacina para uso humano

Atualmente, não existe vacina de uso humano recomendada no Brasil contra a Febre do Nilo Ocidental, nem tratamento antiviral específico.

O tratamento é baseado no controle dos sintomas. Nos casos graves, especialmente quando há comprometimento neurológico, pode ser necessária hospitalização e suporte intensivo.


| Prevenção depende do combate aos mosquitos

As principais medidas de prevenção estão relacionadas à redução da exposição aos mosquitos.

Entre as recomendações estão o uso de repelentes, telas em portas e janelas e a eliminação de locais que possam favorecer a reprodução dos insetos.


| Mudanças ambientais ampliam o alerta

A expansão do vírus do Nilo Ocidental para novas áreas europeias reforça a preocupação com a capacidade de adaptação dos mosquitos transmissores e com as condições ambientais que favorecem sua proliferação.

O avanço de doenças transmitidas por vetores para novas regiões representa um desafio crescente para os sistemas de saúde.

A situação europeia reforça a importância da vigilância epidemiológica também no Brasil, permitindo identificar rapidamente possíveis sinais de circulação do vírus.

| Fontes consultadas: Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e Ministério da Saúde.

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