Três maiores distribuidoras de combustíveis decidem ficar fora de programa federal de subvenção ao diesel

COMBUSTÍVEIS: • Vibra, Ipiranga e Raízen não aderiram à primeira fase do programa federal, que terminou em março • Empresas são alvo de operações do governo contra aumentos abusivos nos preços dos combustíveis

Três maiores distribuidoras de combustíveis decidem ficar fora de programa federal de subvenção ao diesel
Crise Combustíveis - Guerra Oriente Médio - Foto ilustrativa - Canva PRO/Assinante

 Edição por Aroi Fagundes | CN

folha.uol.com.br

Na contramão do Governo Federal, as maiores distribuidoras de combustíveis do país- Vibra que comprou a DR Distribuidora da Petrobras, no governo Bolsonaro, Raízen(bandeira Shell ) e a Ipiranga - , decidiram não participar da primeira fase do programa de subvenção ao preço do diesel criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para enfrentar os efeitos da guerra no Irã.

Na mira de operações do governo contra aumentos abusivos, as três distribuidoras não comentam oficialmente o assunto, mas a percepção de insegurança jurídica com a onda de autuações afastaram empresas privadas do programa.

As empresas questionam também os preços máximos definidos para a venda do diesel. Para o diesel importado, o governo limitou o socorro a quem vender o produto a distribuidoras abaixo de um valor que varia entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, dependendo da região.

Elas preferiram em março vender diesel importado ao preço internacional, sem o desconto de R$ 0,32 por litro prometido pelo governo. Maior fornecedora brasileira, responsável por 77% das vendas em 2025, a Petrobras aderiu à subvenção.

O Brasil importa cerca de 30% de seu consumo de diesel. A Petrobras é responsável por 40% deste total, e o restante é privado. As distribuidoras respondem tradicionalmente por metade das importações privadas.


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