Envelhecer bem ! O que os sinais do corpo revelam...

VIDA & SAÚDE - Não é preciso esperar os problemas aparecerem para se preocupar com a saúde. Para a ciência, envelhecer bem é viver livre de condições crônicas

Envelhecer bem ! O que os sinais do corpo revelam...
Envelhecimento - Foto: CanvaPRO | Assinante

 Edição por Aroni Fagundes | CN

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Durante décadas, envelhecer bem foi sinônimo de "não ficar doente". Hoje, sabe-se que vai muito além disso.

"Envelhecer saudável, à luz da ciência, é envelhecer livre de condições crônicas que prejudiquem sua qualidade de vida", resume Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O foco, portanto, não está apenas em viver mais, mas em viver melhor: com autonomia, clareza mental, mobilidade e vínculos sociais preservados e afetivos.

O corpo dá pistas (antes dos exames)
A boa notícia é que não é preciso esperar um check-up completo para saber se sua saúde está indo pelo caminho certo. No dia a dia, o corpo emite sinais sutis que servem como um verdadeiro termômetro do envelhecimento saudável. Caminhar com segurança, manter o equilíbrio, recuperar-se bem de gripes ou pequenas infecções, acordar com energia e ter um sono reparador são alguns exemplos.

Quando o sinal vira alerta
Nem toda mudança, porém, é esperada. Há sinais que merecem atenção, mesmo em pessoas sem diagnóstico de doenças. Dores articulares persistentes, por exemplo, não devem ser normalizadas. "A dor não é considerada uma parte normal do envelhecimento", alerta Isadora Crosara. O mesmo vale para fadiga constante —cansaço desproporcional pode indicar anemia, distúrbios hormonais, problemas do sono, sarcopenia ou sedentarismo.

Infecções frequentes ou recuperações cada vez mais lentas também acendem o sinal amarelo. Com a idade, ocorre a imunossenescência, uma queda progressiva da eficiência do sistema imune associada a um estado inflamatório crônico de baixo grau, conhecido pelo termo em inglês inflammaging. Isso é esperado. O problema começa quando infecções se tornam repetidas, mais graves ou vêm acompanhadas de confusão mental, perda funcional e emagrecimento.

No campo cognitivo, esquecimentos eventuais recordados logo em seguida, raciocínio mais lento ou dificuldade para aprender algo novo podem fazer parte do envelhecimento. O alerta surge quando o esquecimento passa a interferir na vida diária, compromete tarefas simples, causa desorientação espacial ou vem acompanhado de mudanças de comportamento, julgamento e personalidade.

"Várias coisas podem contribuir para o prejuízo da memória e atenção. É preciso ver se existe um transtorno do humor, alterações de vitamina, da tireoide ou do sono e doenças descompensadas", ressalta a geriatra do Einstein Goiânia.

Estilo de vida: o que ainda dá para mudar
Embora a genética tenha papel importante na saúde física e mental, a maioria das diferenças no envelhecimento vem de fatores físicos e sociais ao longo da vida. Alimentação, atividade física, sono, vínculos sociais e acesso a condições dignas moldam profundamente como o corpo envelhece.

Abandonar o cigarro —principal causa de morte evitável do mundo— e o abuso de álcool e outras drogas também são essenciais para envelhecer com saúde.
O importante é incluir bons hábitos de acordo com sua rotina e realidade. 


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