Tarifas de Trump sobre produtos brasileiros, acendem alerta no setor calçadista

ECONOMIA: Essa dinâmica pode impactar significativamente o emprego, especialmente em estados como o Rio Grande do Sul, que dependem fortemente do mercado americano.

Tarifas de Trump sobre produtos brasileiros, acendem alerta no setor calçadista
Indústria calçadista - Foto: Divulgação

 Produção - Aroni Fagundes | CN

A recomendação do USTR de implementar uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos e a de tarifas adicionais de 12,5% , gerou grande preocupação entre os fabricantes de calçados do Brasil.

Este setor, que historicamente vê nos Estados Unidos seu principal mercado, agora enfrenta desafios adicionais em um momento de recuperação econômica. Após a recente redução de uma tarifa de 50%, a nova proposta ameaça retroceder os avanços conquistados.

De acordo com a Abicalçados, essa medida coloca o Brasil em uma posição desfavorável, já que concorrentes asiáticos poderão ocupar espaço no mercado norte-americano.

No cenário interno, a expectativa é de que a redução das exportações force as empresas a buscarem novos mercados, aumentando a competição e pressionando os preços.

Essa dinâmica pode impactar significativamente o emprego, especialmente em estados como o Rio Grande do Sul, que dependem fortemente do mercado americano.

As empresas calçadistas estão agora em alerta, buscando estratégias para mitigar os efeitos dessa possível mudança tarifária e proteger a indústria nacional.

Entenda o movimento americano

O  governo dos Estados Unidos propôs duas frentes de retaliação comercial contra o Brasil em junho de 2026: uma sobretaxa geral de 12,5% baseada em alegações de falhas no combate ao trabalho forçado e uma tarifa principal de 25% originada de uma investigação da Seção 301, que aponta práticas comerciais desleais.

As investigações conduzidas pelo escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) justificam as propostas tarifárias com os seguintes pontos:Trabalho Forçado: O governo norte-americano alega que o Brasil não proíbe ou fiscaliza de forma eficaz a entrada de mercadorias produzidas em condições de trabalho forçado.

Práticas Comerciais Desleais: A investigação da Seção 301 aponta restrições ao comércio, citando favorecimentos do Banco Central ao sistema de pagamentos brasileiro ([Pix]), dificuldades no mercado de etanol, casos de pirataria e desmatamento ilegal 

Fale Conosco