Lula associa “filhos de Bolsonaro” a novo tarifaço dos EUA

POLÍTICA: Mesmo que preliminar, a decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula.

Lula associa “filhos de Bolsonaro” a novo tarifaço dos EUA
Presidente Lula em evento da Petrobras em Sergipe - Ricardo Stuckert - 29.mai.2026 / Divulgação PR

 Edição - Aroni Fagundes | CN

O presidente Lula (PT) expressou seu descontentamento com a proposta do governo de Donald Trump de implementar uma nova tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. Durante um discurso em Catalão (GO), Lula acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu potencial rival nas eleições de outubro, de ser "traidor da pátria". Ele criticou duramente a atitude do senador, afirmando que "esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele" ao solicitar a intervenção de um país estrangeiro em assuntos internos do Brasil, segundo informação do site https://www.folha.uol.com.br/.

Em seu discurso, o presidente abordou as negociações em curso entre o Executivo brasileiro e o governo de Donald Trump desde o ano passado. Ele destacou que a proposta de um novo tarifaço surgiu poucos dias após um encontro entre Flávio Bolsonaro e Marco Rúbio, secretário de Estado dos EUA. 

Esta proposta ocorre no contexto da conclusão da investigação da seção 301 pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que acusou o Brasil de práticas comerciais injustas. A investigação reflete as tensões comerciais entre os dois países e pode impactar significativamente o comércio bilateral.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a abertura de uma consulta pública para que o setor privado possa comentar os resultados preliminares antes da elaboração do relatório final, previsto para publicação até 15 de julho. 

A decisão final sobre a aplicação das medidas caberá ao presidente dos EUA, Donald Trump. Apesar de ainda preliminar, a decisão desfavorável ao Brasil surge após os EUA classificarem as organizações CV e PCC como terroristas, aumentando a pressão do governo republicano sobre a administração de Lula.


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