CULTURA - Livro sobre Roberto Carlos e a crítica musical mostra que o tempo é o rei na avaliação dos discos do artista

  • 07/04/2021

CULTURA - Livro sobre Roberto Carlos e a crítica musical mostra que o tempo é o rei na avaliação dos discos do artista

Primeiro dos três livros sobre Roberto Carlos que chegarão às prateleiras físicas e virtuais ao longo deste mês de abril, por conta dos 80 anos do artista nascido em 19 de abril de 1941, Querem acabar comigo é mais um livro sobre os códigos da crítica musical do que propriamente uma dissertação sobre a obra do cantor e compositor.

Nesse sentido, o subtítulo Da Jovem Guarda ao trono, a trajetória de Roberto Carlos na visão da crítica musical anuncia com exatidão o conteúdo oferecido pelo autor Tito Guedes ao longo de sucintas 144 páginas.

O livro mostra como, de 1965 a 1967, período áureo da Jovem Guarda, a obra de Roberto foi minimizada pela crítica – por vezes com agressividade – nesses anos marcados por embate entre a Jovem Guarda e a MPB que irrompeu a partir de 1965, impulsionada pela plataforma dos festivais. Eram tempos de guerra em que o iê-iê-iê era visto como música “alienada”, cuja apaixonada absorção pelo público jovem era vista como ameaça para o domínio da MPB, o grande patrimônio da música nacional na visão dos críticos.

Coube aos tropicalistas – em ação comandada por Caetano Veloso – mudar (um pouco) a percepção recorrente da obra de Roberto ao avalizar a produção musical do compositor, que, a partir de 1969, seria gravado por cantoras como Gal Costa e Elis Regina (1945 – 1982), esta de início ferrenha detratora do pop juvenil das tardes de domingo.

Fonte: Globo - PopArte G1 - Foto: Reprodução / Capa de disco de 1971 - Edição Aroni Fagundes


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